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Da lapidação ao polimento

“Os rebolos de liga emborrachada, por exemplo, são usados para acabamento. Os de liga fria, para filetar o vidro. Estes são capazes, inclusive, de lapidar e dar polimento numa única operação”

17/07/2016

lapidadora retilínea de rebolo copo da linha Victralux para acabamento plano com filetes.

Os rebolos são ferramentas constituídas por diferentes tipos de abrasivo, conforme o material a que se destinam. De acordo com Flavio Sirotto, da Arbax, existe uma vasta gama de rebolos usados em vidros. “Os de liga emborrachada, por exemplo, são usados para acabamento. Os de liga fria, para filetar o vidro. Estes são capazes, inclusive, de lapidar e dar polimento numa única operação”, explica.

 


Já os rebolos diamantados são empregados na lapidação e os de feltro destinados ao acabamento final, usados junto com o óxido de cério na produção de bisotês, lapidação reta de tampos e remoção de riscos. Compostos por pó de diamante de diferentes granulometrias, os rebolos diamantados também são responsáveis por dar o formato desejado ao vidro, e podem ser fabricados em liga metálica e liga resinóide.

 


“O diamante é o mineral mais duro da natureza, tem uma insuperável resistência à abrasão e um índice de transmissão de calor cinco vezes maior do que o do cobre”, explica Paulo Pingnatti, diretor da Dinser, fabricante de ferramentas diamantadas há 35 anos no mercado. Segundo Paulo, o segmento de rebolos diamantados é um dos que mais crescem no Brasil, fato que se deve, sobretudo, à versatilidade do produto. “As ferramentas diamantadas para vidro da Dinser são fabricadas em diversas ligas metálicas, com diferentes concentrações e tipos de diamantes, que se ajustam aos materiais a serem trabalhados”,afirma Juliano Pingnatti,engenheiro mecatrônico da Dinser.

 

 

Além dos rebolos, a Dinser fabrica brocas, fresas e escareadores de diamante para vidro. Os rebolos diamantados podem ser de desbaste, acabamento
médio e acabamento fino, explica Juliano. Entre as recomendações para aplicação das ferramentas, o engenheiro ressalta a importância de ajustar a rotação necessária para se obter a velocidade de corte, em função do diâmetro do rebolo. “Além disso, é necessário regular a velocidade de avanço de acordo com a quantidade de rebolos utilizados na operação e inspecionar as flanges, eixos e rolamentos, antes de instalar os rebolos na máquina”, completa.

 


De acordo com avaliação de Pedro Ruiz, da Diamanfer, a evolução e o aumento do consumo de vidros no Brasil foi o principal fator a impulsionar a fabricação de equipamentos automáticos para beneficiamento, assim como a importação de equipamentos com tecnologia mais avançada. “Com isso, a utilização de rebolos se tornou indispensável no processo de lapidação, antes feito precariamente, por meio de lixas abrasivas, pedras abrasivas, etc.

 

 

Em muitas aplicações os vidros eram apenas cortados, sem acabamento”, conta Pedro Ruiz. Especializada em ferramentas para vidro, a Diamanfer produz tanto rebolos para lapidar bordas, como brocas, escariadores para acabamento de furos e discos para corte e recorte manuais. As ferramentas podem ser usadas em máquinas manuais ou automáticas de grande porte.

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