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Arquitetura e Vidro

Vidro laminado reduz gastos com energia

A indústria vidreira desenvolve tantas tecnologias que o vidro cada vez mais assume diversas funcionalidades, se destacando como um material muito além da estética.

13/10/2020

O vidro é um produto muito flexível que se adapta à diferentes necessidades, como isolamento acústico, térmico, controle de luminosidade, entre outras funções agregadas ao material. 

 

Essas tecnologias são geralmente incorporadas ao vidro laminado, que é composto por duas ou mais chapas de vidro intercaladas por uma camada intermediária que diferencia essas variadas funcionalidades.

 

O vidro laminado por já possuir duas ou mais camadas de vidro mais a camada de interlayer, faz com que o calor e som se dissipem, pois a cada camada que encontram como barreira perdem um pouco da força, chegando ao ambiente interno com menor intensidade.

 

Entretanto, com as tecnologias que podem ser agregadas na camada intermediária, intensificam os resultados, aumentando desempenho do vidro. 

 

Confira alguns tipos de vidro que possuem a funcionalidade de isolar a temperatura e/ou controlar a luminosidade, proporcionando assim redução com o gasto de energia, seja com luz ou ar condicionado.

 

Vidro de controle solar ou refletivo

 

Os vidros float se transformam em vidros de controle solar ao receber em uma de suas camadas partículas de metais em escala nanométrica, criando um revestimento, invisível a olho nu, capaz de filtrar a radiação solar. 

 

Essa filtragem é definida pelo teor da metalização, que permite passar mais luz do que calor, ou o contrário. Na versão monolítica, os vidros de controle solar recebem os óxidos metálicos na própria massa, dispensando o uso de películas. 

 

Esse tipo de vidro barra a entrada de calor no ambiente e quase 100% dos raios UV, reduzindo o consumo de energia elétrica para iluminação e ar condicionado. 

 

Com o avanço da tecnologia, hoje temos vidros de controle solar capazes de barrar até 80% do calor, com uma entrada de luz acima de 40%, o que para o mercado brasileiro é considerado uma boa quantidade de luz, pois o país tem o dobro de incidência do hemisfério norte. 

 

Desta maneira, os vidros podem contribuir substancialmente para a redução de calor no ambiente.  Vidros de controle solar podem ser coloridos, refletivos, de baixa reflexão (podendo estes ser seletivos e de alta seletividade) e de baixa emissão, como o low-e. 

 

Vidro low-e ou de baixa emissividade

 

O vidro low-e possui uma aparência semelhante à de um vidro comum e permite a entrada da luz do sol mas com controle da luminosidade para conforto visual dos usuários. Também traz proteção solar e conforto térmico.

 

Em seu processo de fabricação diferente, o vidro recebe uma camada extrafina de metal de baixa emissividade, o óxido de prata, em um de seus lados. Esse material é responsável por filtrar os raios solares, o que impede a troca de calor entre dois ambientes.

 

Revestimentos de controle solar de baixa emissividade minimizam a quantidade de luz ultravioleta e infravermelha capaz de passar através do vidro, sem afetar negativamente a quantidade de luz visível transmitida, a cor e visibilidade, pois sua espessura é microscopicamente fina - 500 vezes mais que um cabelo humano.

 

Vidro duplo ou insulado

As chapas do vidro duplo ou insulado são intercaladas por uma câmara de ar que faz com que o som se dissipe, sendo um ótimo material para isolamento acústico. Porém, o vidro duplo também acaba tendo a função de isolamento térmico, tanto no calor quanto no frio. 

 

Existem também a forma insulada do vidro refletivo, unindo as funções dos dois vidros, ou seja, um vidro formado por duas chapas de vidro refletivo intercaladas com uma câmara de ar. Este tipo de vidro proporciona boa transmissão luminosa, baixo fator solar e baixa condução de calor. 

 

Os vidros low-e também podem ser utilizados como vidros duplo. Neste caso, isolam termicamente até cinco vezes mais do que um vidro transparente monolítico.

 

 

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