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Por que pode ocorrer a quebra espontânea do vidro temperado?

Saiba quais as possíveis falhas que comprometem a segurança e como evitar tais danos

03/06/2019

 

O vidro temperado é considerado um vidro de segurança pois, devido ao processo de têmpera, é cinco vezes mais resistente que o vidro comum e em caso de quebra estilhaça em pedaços menos cortantes. Porém, algumas características ou até falhas em seu processo de produção o deixam mais vulnerável à quebra, muitas vezes espontânea.

 

Presença de Sulfeto de Níquel é um dos motivos da quebra espontânea do vidro temperado

Uma das causas é a presença de partículas de sulfeto de níquel (NiS) na massa do vidro float, que não são visíveis e, portanto, não são detectáveis durante o processo de fabricação. “Uma vez que o vidro é instalado o Níquel Sulfeto é aquecido por energia solar e pequenas rachaduras podem se desenvolver a partir da inclusão. Se essas rachaduras penetrarem na camada de tensão do vidro Temperado, a liberação de energia resultante fará com que o vidro se quebre espontaneamente”, descreve Renato Santana, da GlassecViracon.

 

O especialista explica que inclusões de Níquel Sulfeto não é um fenômeno novo, sendo conhecido e estudado por processadores de vidro há mais de 50 anos. Para reduzir o risco de quebras espontâneas, o vidro temperado deve passar por um processo chamado Heat Soak Test (HST). “O HST é um tratamento térmico complementar à tempera, destinado a eliminar os vidros que apresentam risco de quebra espontânea por inclusão de Níquel Sulfeto podendo evitar acidentes graves. Este processo de HST já é requisitado nos principais projetos internacionais e em muitos países são exigidos por norma. O Processo de HTS é opcional e pode ser contratado pelos clientes no momento da compra”.

 

Outras causas que levam à quebra espontânea do vidro temperado 

O  vidro temperado pode quebrar por razões diversas, além da inclusão de Níquel sulfeto, como por carga de impacto, contato de vidro com metal, blocos de apoio/fixação muito rígidos, etc. Com exceção do níquel sulfeto que pode ocorrer em toda área vítrea, qualquer um desses fatores pode resultar na criação de uma carga pontual concentrada na borda ou canto das peças. Em tais casos, o ponto de origem da quebra geralmente dará uma pista, mas apenas com a investigação correta é possível identificar tais causas e as possíveis correções.

 

Há maior fragilidade nos cantos e bordas

Em relação à fragilidade dos cantos e bordas, Santana esclarece que estes são o ponto fraco de todos os tipos de vidros. “Baixa qualidade da borda, danos nas bordas durante a fabricação, entrega ou instalação - torna o vidro mais propenso a quebrar. Isso é verdade independente do tratamento térmico. Entretanto, o vidro temperado quando sofre danos nos cantos ou bordas, as trincas atingem a área de compressão e faz com que o vidro se fragmente por inteiro dando a sensação de fragilidade. Já em outros tipos de vidro, esses danos podem ficar ocultos por um longo período antes de propagar as trincas”.

 

Como o vidraceiro pode prevenir a quebra espontânea do vidro temperado?

Para evitar danos ao material e comprometer a segurança da obra, o vidraceiro, primeiro de tudo, precisa conhecer as Normas vigentes e os métodos de análise para o momento do recebimento do material para fazer uma inspeção visual para detectar possíveis falhas. Caso encontre algum defeito, deve recorrer à Norma para fazer as medições e entender se este é aceitável e está dentro do limite de tolerância. O mais importante é escolher uma empresa confiável que tenha todo o processo monitorado e controlado de acordo com as Normas Vigentes. Assim, a empresa terá o compromisso de entregar o produto que está permitido em Normas e será responsável pelas características de segurança do vidro temperado.

 

“A GlassecViracon entende que os controles de laboratório e testes constantes são fundamentais para garantir a eficiência do produto. Quando instalado em condições normais a chance de quebra espontânea é mínima, pois vidro temperado é resistente a variações térmicas e esforço mecânico”, diz o especialista, que ressalta que, para evitar essa quebras os processadores devem tomar os devidos cuidados durante todo o processo e o instalador também deve obedecer aos requisitos da NBR 7199.

 

 

 

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