Seção

Fique por Dentro

Por que não utilizar vidro comum em janelas?

O vidro float em caso de quebra gera cacos cortantes que podem causar graves acidentes em quedas de grandes alturas

21/10/2019

“Os vidros comuns deveriam ser banidos da construção civil, assim como são na linha automotiva e na linha branca”, essa é a opinião de Marcus Vinicius Pezotti, da Cristal Sete, e de muitos profissionais do setor vidreiro. A explicação está na falta de segurança e riscos que a quebra de um vidro float pode provocar, principalmente a partir de uma certa altura, já que, diferentemente do vidro temperado, que em caso de quebra forma pedaços de vidro grandes e não cortantes, o vidro comum estilhaça. 

 

“O vidro comum quando quebra é sempre muito perigoso devido à massa pesada do vidro somado à força da gravidade. Qualquer pedaço que caia de uma janela à altura de 1,10 metro chega ao chão com o força de peso de 9,8 vezes o peso original da peça. Um caco de vidro de um quilo chega ao chão com força de 10 quilos. Isto falando de uma altura de um metro. Agora pense em um caco de vidro caindo de um prédio por exemplo de 20 metros? Ou seja, a certa altura, qualquer caco vira uma guilhotina. Realmente vidros comuns possuem uma potencialidade enorme de causar acidentes e ferir pessoas”, destaca Pezotti. 

 

Na opinião do profissional, as normas de vidros na construção civil deveriam ser compulsórias como são as normas vidreiras para o setor automotivo, isto quer dizer que apenas poderiam ser produzidos, comercializados e instalados vidros conforme os requisitos mínimos das normas vidreiras, permitindo também fiscalização em obra. “O ideal mesmo é que as normas vidreiras para construção civil fossem todas compulsórias como no segmento vidreiro automotivo. Certamente nosso mercado crescerá muito com esta determinação de não se utilizar vidro comuns”, conclui.

 

 

Demanda para o setor vidreiro

 

Além do aspecto segurança dos usuários, ponto mais importante, a necessidade de vidros temperados nas janelas geraria uma grande demanda para readequar as obras antigas, um movimento que proporcionaria grande aquecimento no mercado, tanto para têmperas e fabricantes, como para vidraceiros instaladores. 

 

“O outro ponto é o processo produtivo econômico, vidros seguranças geram mais trabalhos formais e de maior qualidade aos trabalhadores que os vidros comuns, toda a cadeia produtiva é beneficiada, desde as empresas de transformação, as revendas, as empresas de maquinários para vidros de segurança e diversos outras. E claro o consumidor e usuários destes ambientes também serão beneficiados ao habitarem ambientes envidraçados com vidros de segurança”, avalia o profissional.     


Confira também:

Qual vidro especificar para cada obra

Defeitos que podem aparecer no vidro temperado

Vidros ultraresistentes

 

Deixe seu comentário