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Conheça alguns modelos de veículos adequados para o transporte do vidro

A manipulação do material requer cuidados especiais para garantir a integridade das peças. Confira algumas dicas de carros apropriados e de como transportar as chapas com segurança

10/07/2019

Ford Ranger

Apesar de resistente, o vidro também é um material frágil. Por isso, seu transporte e manipulação requerem cuidados especiais para garantir a integridade das peças e a segurança, pois uma lasca não compromete somente a estética do material, vidros com lascas podem apresentar quebra espontânea. Este dano pode gerar prejuízos para o profissional ou comprometer a segurança da futura obra. Para um manuseio e transporte corretos é preciso seguir algumas recomendações. Selecionamos algumas dicas de como transportar as chapas de vidro de forma segura e sugerimos quais são os veículos mais utilizados por vidraçarias, indicando algumas marcas e modelos. 

 

 

Saveiro, da Volkswagem

 

Veículos para transportes e caminhões, de diferentes portes, são basicamente divididos por potência e capacidade de peso que suporta e pelo seu tipo de carroceria, que podem ser abertas ou fechadas, no estilo baú. Como o vidro é um item que pode molhar, é mais proveitoso utilizar carrocerias abertas para ter um espaço maior para carregar e descarregar sem danificar sem peças. A escolha do veículo vai depender da quantidade e peso de carga que habitualmente a vidraçaria precisa transportar.

 

Vidraçarias geralmente possuem para circulação do dia a dia de cargas menores veículos utilitários com a carroceria aberta, como pickups e caminhonetes. São carros que podem mais facilmente circular em área urbana e suportam em média 1,2 tonelada. Alguns dos modelos disponíveis no mercado são o Strada (Fiat), Saveiro (Volkswagen) e Montana (Chevrolet), todos de pequeno porte. Exemplo de pickups médias e grandes são o Toro (Fiat), S10 (Chevrolet), Ranger (Ford) e Frontier (Nissan).  

 

 

 

Se a demanda da vidraçaria for obras de maior porte, há caminhões menores, que podem circular nas cidades, os Veículo Urbano de Carga (VUC), que possuem largura máxima de 2,2 metros e comprimento de até 6,3 metros. Carregam em média 3 toneladas de carga. Um exemplo são os modelos da Mercedes-Benz, Sprinter 415 CDI, Accelo 815 e Accelo 1016. A Ford possui o Cargo 816 e a Volkswagen o Delivery 11.180.

 

 

 

Cada município possui suas próprias normas de restrição e vale pesquisar mais para saber se o destino e a origem da sua carga possuem alguma regulamentação como essa. Na cidade de São Paulo, por exemplo, de acordo com a Portaria 031/16, para conseguir a Autorização Especial de Trânsito para Caminhões e ser classificado como um VUC, o veículo deve ter largura máxima de 2,2 metros, comprimento máximo de 7,2 metros e limite de emissão de poluentes. 

 

Também conhecido como caminhão semi-pesado, o caminhão toco possui dois eixos e tem capacidade máxima de carga de 6 toneladas, com peso bruto de até 16 toneladas, e comprimento máximo de 14 metros.  Um exemplo é o Constellation 24.280 (Volkswagen)  e o Atego 2425 (Mercedes-Benz). Para cargas especiais ou demandas não rotineiras para as quais não há a necessidade de investimento em mais veículos e de grande porte, existem empresas especializadas no transporte de cargas específicas. Um exemplo é a Vidro Jumbo, que possui toda a estrutura para vidros com muitas toneladas e se responsabiliza pela integridade da carga. 

 

 

Delivery 11.180 da Volkswagem

 

Cuidados para garantir a integridade das peças

 

-É preciso proteger as bordas do vidro, com papelão, por exemplo.

-É fundamental que os vidros também sejam transportados sempre na vertical por ordem decrescente de tamanho dos vidros. 

-Primeiro coloque os vidros maiores, depois as chapas médias e, por último, os menores. 

-Para tal atividade é necessário utilizar equipamentos especiais, como carinhos e cavaletes adequados para apoio do material em segurança. Ao utilizar cavaletes, envolva todas as partes que terão contato com o vidro com borrachas. 

-Na base, opte pela borracha do tipo duas lonas e para os encostos escolha borrachas macias. Os encostos de ferro também são utilizados no transporte deste tipo de material, sendo recomendado para espelhos e vidros laminados. 

-É importante verificar a amarração das escoras frontais e a fixação dos encostos, que devem ter o seu movimento obstruído durante o transporte, por meio da fixação de pranchas de madeira na base da carroceria do caminhão. 

-Fique atento às novas regras de amarração de cargas, em vigor desde janeiro deste ano. Criada em 2015, lei do Contran – Resolução 552 estabelece que as cargas devem estar devidamente amarradas, ancoradas e acondicionadas no compartimento de carga para evitar possíveis movimentações. 

-As amarrações não podem ser feitas do lado de fora do veículo de transporte, é preciso prender a carga através de equipamentos considerados mais seguros, como ganchos adaptados, cabo de aço, corrente ou uma cinta específica de carga.  Porém, o uso de cordas é permitido para fixação da lona de cobertura. 

-A resolução define que as novas carrocerias de madeira deverão ser construídas com madeiras de alta densidade e resistência, com fixadores metálicos de perfil U que comprovadamente resistam às forças solicitadas. A regra indica que deve ser utilizado algum tipo de cinta de amarração de carga, correntes ou cabos de aço. A resistência desses acessórios deve ser, no mínimo, duas vezes maior que o peso da carga. 

-As barras de contenção, trilhos, malhas, redes, calços, mantas de atrito, separadores, bloqueadores e protetores poderão ser utilizados como dispositivos adicionais. 

-Durante o transporte, que geralmente é feito por caminhões, que precisam estar regulamentados e conduzidos por profissionais, deve-se evitar quaisquer freadas bruscas ou arrancadas violentas, cruzar suavemente lombadas e valetas e conduzir por estradas acidentadas com máxima atenção, em velocidade reduzida. 

-Evitar torções nos eixos do veículo para não torcer a carroceria e proteger toda a carga com lonas também são precauções fundamentais. 

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