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Papo Direto

Alexandre Brown fala sobre a Glass South America 2020

Confira a entrevista que a revista Vidro Impresso com o Head do núcleo de eventos de construção e arquitetura da NürnbergMesse Brasil

01/02/2020

Com mais de 20 anos de experiência na área de feiras, Alexandre Brown atualmente, é head do núcleo de eventos de construção e arquitetura da NürnbergMesse Brasil. O executivo comanda as feiras Glass South America e R+T South America, além dos novos projetos que estão no planejamento da empresa. Formado em Administração e com especialização em Gestão e Marketing pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, o profissional passou por diversas empresas do setor, entre elas a  Reed Exhibitions Alcantara Machado, e atuou por alguns anos em San Francisco, nos Estados Unidos, onde adquiriu ampla visão de mercado, relacionamento com grandes players e vivência em um ambiente altamente competitivo. 

 

Ao retornar para o Brasil, em 2011, entrou pela primeira vez na NürnbergMesse Brasil, onde assumiu o cargo de gerente de negócios das feiras Kitchen & Bath Expo, FCE Pharma, FCE Cosmetique, Glass South America e Analitica Latin America, cujos mercados incluem construção civil, farmacêutico, cosmético, laboratorial e químico. Agora, em sua volta para a multinacional alemã, após um hiato de três anos, vai dedicar toda sua experiência para trazer novos eventos e coordenar de forma exímia os atuais produtos da empresa no segmento de construção. Confira a entrevista concedida à revista Vidro Impresso sobre a próxima edição da principal feira do setor vidreiro. 

 

Quais são as novidades desta edição da Glass South America?

Entre as novidades da próxima edição, a feira recebe o Glass Performance Days South America (GPD SA), fórum dedicado ao desenvolvimento da indústria global de vidro por meio da educação. O GPD é realizado graças a organização de conferências em diferentes países. Atualmente, as conferências são organizadas na Finlândia, China e Brasil a cada dois anos. O encontro reúne grandes especialistas para conversar sobre negócios em um ambiente propício para o nascimento, compartilhamento e debate de ideias. 

O público que frequenta o evento vai discutir suas experiências práticas, fazendo assim que elas se tornam aplicações reais na indústria muito mais rapidamente do que aconteceria de outra maneira. O Congresso será no segundo e terceiro dia de feira, 4 e 5 de junho, e pretende atrair participantes nacionais e internacionais. 

Essa é a terceira edição do Glass Performance Days dentro da Glass South America, após um hiato de 6 anos, e a expectativa é que a novidade torne o evento ainda mais dinâmico e produtivo dentro do mercado vidreiro. Os interessados em participar como palestrante ou patrocinador no evento devem submeter sua solicitação (com máximo de 150 palavras por envio) no site www.gpd.fi até dia 31 de janeiro de 2020. O GPD já está com patrocinadores confirmados, entre eles, Eastman, FWG, Guardian e BrazilGlass. Para assistir às palestras, os valores serão apresentados em breve no site da Glass South America. 

 

Quais os principais temas que serão abordados no fórum e qual a importância deste tipo de conferência para profissionais da cadeia vidreira?

Serão seis macrotemas: processamento do vidro, qualidade e testes, novas técnicas de desenvolvimento, estudos de caso, projeto arquitetônico e fachadas. Será uma ótima oportunidade de unir conhecimento às inovações e tecnologias que são encontradas na feira, além de contribuir com o setor, que quando está alinhado às últimas tendências, performa e trabalha muito melhor. 

 

Que outras atrações da feira destacaria?

Paralelamente à Glass acontece a R+T South America, único evento focado exclusivamente no setor de Sistema de Proteção Solar e Automação residencial na América Latina, organizado em parceria com a Messe Sttutgart. A última edição, que ocorreu em 2018, contou com a presença de mais de 50 marcas e de 7.000 visitantes em 4.800m² de exposição.   

Para 2020, o evento pretende receber cerca de 230 marcas nacionais e internacionais que apresentarão as mais recentes novidades e tendências de produtos e serviços de todo o setor vidreiro, como acessórios. Teremos um espaço de 25.000 m² no São Paulo Expo, e a expectativa de receber mais de 15.000 visitantes.

 

Ao que deve o sucesso da Glass South America há tantos anos?

A qualidade do conteúdo, tradição e exclusividade no lançamento de produtos, serviços e soluções para o setor vidreiro transformaram a Glass South America no principal ponto de encontro para a indústria. Além da exposição dos produtos, os visitantes têm a oportunidade de manterem-se atualizados no mercado, conhecendo as tendências e realizando novos contatos com fornecedores e clientes. 

Nesse sentido, as empresas têm mais oportunidades de prospectar novos parceiros, fatores que garantem o sucesso da feira até hoje. Por ser a única feira do setor que agrega tecnologia e design, o perfil de visitantes acaba sendo bem diverso e oferece muitas perspectivas de negócios e troca de conhecimento, tornando-se um evento muito esperado.

 

Costumam fazer pesquisas e analisar dados para definir as atrações das próximas edições? 

Realizamos uma pesquisa com nossos visitantes e, após a realização do evento, sempre buscamos avaliar os resultados, tanto positivos quanto negativos, para fazermos um balanço do que pode ser melhorado. Outra ação importante é que realizamos dezenas de reuniões com o mercado para saber quais são suas atuais necessidades e demandas. 

Nós fazemos um evento para o mercado, então, buscamos um contato bem próximo com os expositores para entender como podemos ajudá-los. Nesta edição destacamos a série de ações elaboradas simultaneamente para manter o mercado sempre atualizado, já que possuem essa necessidade, com base nas opiniões coletadas. 

Apesar de a feira ser bianual, acompanhamos todos os movimentos da indústria para, assim, conseguir trazer o melhor conteúdo e a melhor exposição em 2020. Por fim, frequentamos feiras internacionais em busca de novas ideias, conceitos e tecnologias para um futuro próximo para as empresas brasileiras.

 

Nas duas últimas edições o setor vidreiro e a economia em geral vivia momentos desafiadores. Como o cenário refletiu na GSA? 

O setor vidreiro sentiu fortemente os efeitos da crise política e econômica do Brasil nos últimos anos. Entretanto, estimamos receber cerca de 230 marcas expositoras, o que é uma grande vitória em tempos de crise. Acreditamos que apesar da preocupação das empresas sobre as perspectivas econômicas, uma feira de negócios ajuda a aumentar sua visibilidade de mercado, fazer novos negócios, encontrar clientes de todo Brasil em um só lugar, descobrir novos fornecedores com melhores custos, entre outras coisas. Isto tudo gera economia de custos a médio e longo prazo. A Glass South America se fortaleceu ainda mais como a melhor plataforma de marketing, vendas e comunicação para o setor vidreiro. 

Apesar de ainda estarmos em um momento de economia delicada, 2020 possui boas chances de retomada, e ter um evento como a Glass South America no calendário de negócios é uma maneira de enxergar novas possibilidades e entender que mesmo em momentos de maior dificuldade, é necessário continuar investindo em seu negócio, destacando-se no mercado e estando pronto para abraçar as novas oportunidades que virão em um momento mais sólido do setor, que acreditamos que está por vir. Esperamos receber mais de 15 mil visitantes nos quatro dias de evento. 

 

Em sua opinião, um evento como as proporções da GSA tem o poder de agitar mais ainda o mercado e colaborar com a recuperação do mercado vidreiro? 

A Glass South America proporciona um espaço estratégico de networking, troca de experiências e geração de negócios para o setor vidreiro. É o local ideal para visitantes que buscam soluções e novas tendências relacionadas à aplicação e utilização do vidro. Para isso, a dividimos a feira em duas áreas: tecnologia e design, atingindo um público qualificado de profissionais ligados às indústrias automotivas, moveleiras, linha branca, decoração e construção civil, além de arquitetos, designers, serralheiros e vidraceiros. A Glass South America ainda traz atualização profissional e uma arena montada especialmente para testes de diferentes tipos de vidro em situações adversas. 

 

Há uma expectativa de maior participação de empresas estrangeiras passado o período conturbado de crise econômica e mudança de governo?

Sempre recebemos visitantes e expositores de outros países e ficamos felizes em contar com a participação de cada um deles. A maior participação das empresas internacionais nesta edição também reflete no crescimento do pavilhão italiano, que traz mais algumas marcas expositoras. Essa é uma ótima oportunidade para nosso visitante descobrir o que há de mais recente no setor vidreiro internacional e também fechar negócios com empresas estrangeiras.  

 

Qual sua dica para os visitantes aproveitarem ao máximo a feira?

O ideal é reservar maior parte do dia para visitar todos os estandes, pois o número de expositores é grande. Para isso, o visitante também pode conferir em nosso site quais são as empresas presentes, fazer um planejamento e organizar toda a visita de acordo com suas necessidades específicas. 

Em um evento como esse, além das inúmeras atividades que o visitante tem acesso, ainda há a possibilidade de reforçar o networking com tantas outras pessoas interessadas fazer negócios e trocar experiências, por isso levar um cartão de visitas é essencial. Para maior comodidade, recomendamos fazer o credenciamento antecipado que será disponibilizado no site em breve. 

 

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