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Vidro e autossuficiência em casa projetada na Villa Kogelhof

A propriedade de 25 hectares faz parte de um programa amplo do Governo holandês, para ligar zonas ecológicas regionais em todo o país

17/12/2013

Ampla visão do exterior, graças à estrutura totalmente envidraçada

Comprada pelo atual proprietário em 2006 quando ainda era uma fazenda, a Villa Kogelhof é um habitat de proteção para plantas e animais, além de um grande atrativo turístico da região de Noord-Beveland, na Holanda, aberto ao público.

 

Projetada pelo Paul de Ruiter Architects, a construção da casa envidraçada  na propriedade só foi permitida sob a condição de que ela seria devolvida ao seu estado pré-agrícola. Para isto, em 2006 foram plantadas cerca de 71 mil árvores ainda jovens, para que no futuro a residência seja reconhecida como uma ‘casa sustentável na floresta’. Também foram retirados 70.000 metros cúbicos de solo do entorno, para que dali pudesse surgir uma lagoa retangular.

 

Conforto e vista total da lagoa, proporcionados pelo vidro e pelos móveis a Le Corbusier

 

Contraste

 

Logo na entrada, a casa possui estacionamento para 6 carros, depósito, banheiro e um workplace com vista para a lagoa. A sala de estar flutua sobre uma caixa de vidro acima do solo. No subsolo, a casa tem ainda cozinha, quartos com divisórias de vidro, banheiro e uma sala multifuncional. O pátio tem portas de vidro em ambos os lados, com acesso pela sala de estar e pelo banheiro. A construção tem piso de epóxi branco e móveis clássicos by Le Corbusier e Eileen Grey. Totalmente de vidro, a fachada oferece uma vista espetacular da paisagen circundante.

 

 

Auto-suficiência e neutralização 

 

Um dos mais importantes objetivos da Villa Kogelhof é oferecer bem estar, alegria e independência, com luxo. A meta para a vila é ganhar auto-suficiência para gerar sua própria energia, aquecer sua própria água e reciclar o lixo. Para assegurar que a Villa Kogelhof permaneça neutralizada em energia, por exemplo, a fachada ganhou uma camada externa de vidro transparente, do chão ao teto, além de uma camada interna de tecido anti-reflexo, que pode ser enrolado e desenrolado, conforme a intensidade de luz. A calefação vem de um sistema central de aquecimento, combinado a uma bomba de ar. Em um futuro próximo, a água quente será gerada por um ‘fogão gama’, onde a madeira a ser utilizada virá de fora da floresta privada da propriedade. A eletricidade é garada a partir um moinho de vento  e de células PV fixadas no telhado.

 

Fotos: Jeroen Musch

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