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6 coisas que você precisa saber antes de abrir uma vidraçaria

Para prosperar em um negócio é preciso saber muito mais do que técnicas de instalação. Saiba o que fazer para ter sucesso como empreendedor no mercado vidreiro

07/01/2019

Um erro muito comum cometido por vidraceiros é acreditar que saber fazer uma boa instalação e conhecer a parte técnica é suficiente para abrir uma vidraçaria. Muitos se esquecem da importância da gestão e dos conhecimentos de administração e na área comercial. É por este motivo que grande parte das vidraçarias abertas no Brasil, assim como negócios em outros setores, não sobrevive por muito tempo.  Se você trabalha com instalações de vidro e pretende abrir uma vidraçaria, confira as dicas que selecionamos.


1-Faça um planejamento

Para alcançar os objetivos e não cometer os mesmos erros de quem teve experiências mal sucedidas, é essencial ter um planejamento claro, objetivo e detalhado. O futuro empreendedor que deseja abrir uma vidraçaria precisa saber onde está e aonde quer chegar. Além do conhecimento do segmento e das suas perspectivas para o negócio, é necessário desenvolver um Plano de Negócios, através de pesquisas de mercado, análise da concorrência e as necessidades de consumo de seu público-alvo na região em que pretende atuar. É necessário uma projeção da demanda a fim de ter uma estimativa de vendas para um determinado período.

É de total importância para um empresário, iniciante ou não, ter uma formação ou um curso na área de gestão empresarial para conduzir melhor seu negócio, isso proporcionará uma visão geral de todo o negócio, o que lhe ajudará na hora de tomar decisões, analisar dados e usar ferramentas de gestão adequadas no seu dia a dia, além de poder entender questões burocráticas como impostos, nota fiscal, leis trabalhistas, etc.


2-Saiba cobrar

A concorrência desleal é algo que afeta e desvaloriza o trabalho do profissional. Na tentativa de garantir um trabalho, muitos profissionais caem no erro de cobrir a oferta. Essa estratégia é muito perigosa e que se deve cobrar um valor justo, compatível com seus custos e com o serviço que vai executar. Cabe a você mostrar ao cliente que seu preço é justo, que você legalizado e dá garantia.


Não esqueça de considerar os custos invisíveis. Não chute valores e calcule aquele custo com locomoção, principalmente nas capitais onde se perde tempo e gasta muito combustível, seu e de funcionários. Tem que saber quanto roda por litro, computar até a troca do pneu, mensurar tudo, as idas e vindas ao local da obra. Tem que ter uma boa visão de como e o que cobrar diretamente e indiretamente, e como distribuir o dinheiro. Quanto menos visão o empresário tiver, mais custos invisíveis terá. Tem que enxergar todos os seus custos, senão ganha de um lado e perde de outro.



3-Controle a entrada e saída do caixa

Para não perder o controle do negócio, o empresário que abrir uma vidraçaria deve anotar diariamente em uma folha de caderno, planilha do Excel ou Software o que gasta e o que vende, ou seja, as receitas (dinheiro que entra) e as despesas (dinheiro que sai). Não existem fórmulas prontas para o controle do fluxo de caixa, o empresário deve ter planejamento, objetividade, dedicação e disciplina.

Custos são todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas e insumos consumidos no processo de estoque e comercialização. De acordo com orientações do Sebrae, o cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maiores as chances de ganhar no resultado final do negócio.

A porcentagem que deve ser investida para o fluxo de caixa depende de cada negócio. É muito importante manter uma planilha de fluxo de caixa para administrar os pagamentos de forma correta. Com isso, será mais fácil se organizar para pagar as contas pontualmente e, assim, obter vantagens junto aos fornecedores. O Sebrae preparou um modelo de planilha para ajudar o empresário, que está disponível no portal, por meio da ferramenta de busca com as palavras-chave: “Planilha de fluxo de caixa para controle de pagamento”.  

https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/Planilha-de-fluxo-de-caixa-para-controle-de-pagamento-a-fornecedores.


4-Tenha um plano B

A instabilidade de qualquer negócio tem que estar prevista no planejamento. Abrir uma vidraçaria e começar sem nenhum capital é muito arriscado. O ideal é ter garantidas as despesas de três a seis meses.  Mesmo depois do negócio engrenar, para manter a saúde de seu empreendimento, se faz necessário uma reserva em caixa para gastos imprevistos.



5-Reinvista na empresa para crescer

Antes da divisão dos lucros, é importante destinar cerca de 30% do lucro líquido para reinvestir no negócio. O que contribui para a mortalidade das micro e pequenas empresas é ficar toda a vida com a mesma mentalidade e ações de quando começou. Não há problema em começar pequeno e com pouco capital, desde que tenha um plano de crescimento, uma estratégia.


6-Considere começar online

Uma alternativa para quem não tem muito capital e quer abrir uma vidraçaria são os negócios online. Nesta modalidade, o profissional pode montar um escritório em sua própria casa, divulgar seu trabalho pela internet e se cadastrar como um microempreendedor individual*. “Se formalizar como Microempreendedor Individual (MEI) pode ser uma boa saída para quem quer começar com um baixo investimento. Escolher a casa como endereço comercial também é uma saída, desde que seja permitido exercer a atividade na residência”, afirma o Sebrae.

*Para se formalizar como MEI basta entrar no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br) e se cadastrar. O CNPJ é emitido na hora. A única despesa mensal é 5% do salário mínimo e mais R$ 1 de ICMS ou R$ 5 de ISS, dependendo da atividade exercida. A contribuição é paga em um único boleto, que cobre todos os tributos e dá direito a benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, licença-maternidade etc. O MEI tem que faturar até R$ 60 mil por ano, exercer uma das mais de 400 atividades permitidas e pode ter no máximo um funcionário que ganhe até um salário mínimo.

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