Glasstec 2026: Tendências do vidro e a presença brasileira na maior feira de vidro do mundo

Glasstec 2026: Tendências do vidro e a presença brasileira na maior feira de vidro do mundo

glasstec 2026

A Glasstec 2026 começou nesta terça-feira (20) em Düsseldorf, na Alemanha, e vai até sexta-feira (23). Durante quatro dias, a cidade vira o centro da indústria vidreira mundial, e o Brasil também está lá.

O que é a Glasstec

A Glasstec é considerada a principal feira da indústria do vidro no mundo. Realizada a cada dois anos no Centro de Exposições de Düsseldorf, ela reúne toda a cadeia produtiva, da fabricação do vidro ao processamento, acabamento e aplicações.

Números desta edição:

  • Mais de 1.150 expositores de 48 países
  • Funcionamento diário, das 9h às 18h
  • Na edição de 2024, foram 1.257 expositores de 50 países e mais de 32 mil visitantes de 121 nações

Por que a Glasstec é tão importante

Para o setor vidreiro, a Glasstec funciona como um termômetro do futuro. É ali que os grandes fabricantes de máquinas, insumos e tecnologia lançam o que vai chegar ao mercado nos próximos anos.

Três motivos explicam o peso da feira:

  1. Lançamentos mundiais: muitas empresas guardam suas novidades para apresentar em Düsseldorf
  2. Negócios: processadores do mundo todo vão à feira para comprar máquinas, fechar parcerias e encontrar fornecedores
  3. Conhecimento: a programação técnica, gratuita para quem visita a feira, reúne especialistas, universidades e centros de pesquisa

Para quem está no Brasil, acompanhar a Glasstec é antecipar o que vai mudar nas fábricas, nas processadoras e, depois, na obra do vidraceiro.

Os 3 grandes temas de 2026

A edição deste ano gira em torno de três pilares:

  • Inteligência artificial e tecnologias digitais: automação, software e fábricas mais inteligentes
  • Descarbonização: produção de vidro com menos emissão de CO₂
  • Economia circular: mais reciclagem e reaproveitamento do caco de vidro

Destaques da programação

  • Glass technology live: a principal atração da feira, com mais de 80% de inovações reais, em parceria com as universidades técnicas de Darmstadt, Delft, Dresden e Bochum
  • Mostra especial de segurança: estreia nesta edição, em parceria com o ift Rosenheim, com foco em vidros resilientes para infraestrutura crítica
  • Novos formatos: a programação inclui iniciativas como o Women in Glass

A presença brasileira

O setor vidreiro brasileiro está representado de várias formas.

Expositores: Diamanfer, Dxmax Brasil e Lovetro apresentam ferramentas, equipamentos e soluções para o processamento do vidro.

Missão empresarial gaúcha: organizada pelo Sindividros-RS, em parceria com o programa Prosind, da Fiergs. São 15 empresários do setor vidreiro gaúcho, interessados em automação industrial, máquinas e soluções para eficiência energética e sustentabilidade.

Danilo Gatto (DG Glass): o consultor apresenta na feira o projeto “From Storms to Streets”, que propõe usar a tecnologia do vidro anti-furacão como proteção contra vandalismo. Segundo ele, o projeto concorre ao prêmio Glass Technology Live – Best of Americas. O Vidro Impresso já mostrou essa solução nesta matéria.

Latamglass: a empresa está em Düsseldorf ao lado de fabricantes parceiros para apresentar a clientes latino-americanos tecnologias de têmpera, laminação, insulado, automação e robotização.

Danilo Gatto da DG Glass na Glasstec Conference em Dusseldorf

O que o vidraceiro brasileiro pode esperar

O que aparece hoje em Düsseldorf costuma chegar às processadoras brasileiras em poucos anos e, depois, ao dia a dia da vidraçaria:

  • Vidro com mais qualidade e menos defeito, graças à automação na têmpera e no corte
  • Mais opções de vidro de segurança e alto desempenho, em linha com normas mais rígidas, como a nova NBR 7199
  • Sustentabilidade como argumento de venda, cada vez mais cobrada por construtoras e arquitetos

Conclusão

A Glasstec 2026 mostra que o futuro do vidro passa por três caminhos: mais tecnologia na produção, mais sustentabilidade e mais segurança nas aplicações. E o Brasil não está só assistindo. Com expositores, uma missão empresarial e até um projeto concorrendo a prêmio internacional, o setor vidreiro nacional mostra que tem espaço e competência para participar dessa conversa global.

Para o vidraceiro e o serralheiro, a lição é clara: as novidades de Düsseldorf vão chegar às processadoras e às obras brasileiras nos próximos anos. Quem se atualizar antes sai na frente na hora de orientar o cliente e fechar negócios.