Seção

Papo Direto

Unido e bem representado

José Romão Neto

25/07/2010

À frente da Adevibase, José Romão Neto fala sobre as ações da entidade para aproximar empresas e fortalecer o setor vidreiro na Bahia e em Sergipe

 

 

- A região Nordeste tem-se mostrado um celeiro de oportunidades e investimentos e vem crescendo acima da média nacional. Em que medida o setor do vidro acompanha essa evolução?


Acredito que há um exagero na forma como o fato está sendo apresentado. O consumo per capita do vidro no Nordeste vem crescendo acima da média
nacional, mas ainda é muito baixo se comparado com o do Sul e Sudeste

 

 

 

 

- O Nordeste tem recebido importantes investimentos em novas fábricas e centros de distribuição, como é o caso do novo CD da Guardian,  no Ceará, do forno C6 da Cebrace, na Bahia, e da nova fábrica da CBVP, em Pernambuco. O que isso representa para a região e quais os principais impactos sobre
processadores e a cadeia vidreira de um modo geral?


A chegada de novos fabricantes de float é muito importante para toda a cadeia vidreira. Ficamos muitos anos sem uma concorrência mais acirrada, e essa nova situação trará benefícios para todos. A implantação dos centros de distribuição em Fortaleza, Salvador e Recife já está beneficiando todos os  processadores com a disponibilidade de produtos com mais rapidez e facilidade.

 

 

 

 

- O mercado baiano está entre as principais apostas anunciadas pela CBVP, em cerimônia que marcou o início das obras da nova planta. Quais as transformações previstas para a região após a inauguração da nova fábrica da companhia? 

 

Acredito que todo o Nordeste é a aposta da CBVP, e isso ficou bastante claro naquela cerimônia. As transformações previstas para nossa região após a implantação desses novos fornos  são excelentes. Acreditamos que teremos vidros com maior facilidade e a preços mais competitivos em relação aos importados.

 

 

 

 

- Quantas são as empresas vidreiras da Bahia e Sergipe? Quais as principais características dessas empresas?


É difícil mapear e mensurar as empresas vidreiras no Brasil, e isso não é diferente aqui na Bahia e Sergipe. Recentemente uma entidade tentou levantar apenas a quantidade de temperadores e já foi difícil.

 

 

 

 

 

- O que o levou ao comando da Adevibase?

 

Era um sonho antigo ver nosso ramo pelo menos sabendo quem éramos. Antes da Adevibase, era assim o pensamento da maioria: é concorrente,
é um inimigo mortal. Na maioria dos casos, o cidadão nem conhecia o concorrente, mas já o considerava como inimigo. O associativismo só traz benefícios para todos, estamos numa nova era do vidro na Bahia e em Sergipe. Foi um longo caminho até fundar a Adevibase. Não foi fácil e não está sendo.

 

 

 

 

- Qual tem sido o aspecto mais importante de seu trabalho à frente da Adevibase? Quais são as metas para o futuro próximo?


Estamos completando um ano depois de cumpridas todas as etapas burocráticas após a fundação. Nesse curto período, tivemos pela primeira vez na
história um jantar de confraternização de final de ano, já ministramos dois cursos para técnicos de vidro temperado nível-01, fizemos parceria com o
curso PAV e ministramos dois cursos de pele de vidro, outra parceria com a Glasvetro e VCG.

 

Ministramos um treinamento de guarda-corpo, cola UV e molas de piso. Junto com os órgãos públicos competentes, e já agendamos palestras sobre o uso correto do vidro na construção civil, atendendo as normas da ABNT.

 

Estamos com mais dois cursos de vidro temperado agendados e escolhendo datas para outros dois. Estamos também tentando confirmar nosso evento de final de ano para o dia 23 de novembro, com um ciclo de palestras sobre vidros. Já agendamos com faculdades cinco palestras  sobre o uso correto do vidro para estudantes de engenharia, arquitetura e design. Esse é um trabalho desenvolvido há vários anos por nossa empresa e que agora transferimos

para a Adevibase.

 

Paralelamente, estamos montando outras parcerias que em breve esperamos poder anunciar.

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