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Feicon 2015 movimenta R$ 600 milhões em negócios e evidencia a força do segmento para vencer a crise

23/06/2016

“A feira propicia o contato com novos clientes, que ainda não trabalham com nossos produtos. E este contato feito primeiramente na feira é extremamente rico, pois é uma oportunidade única de mostrar presencialmente todos os nosso itens”

O panorama nebuloso atravessado pela economia nacional parece não ter abalado um setor que, nos últimos anos, manteve curva de crescimento ascendente e acima da media nacional. Foi o que demonstrou a edição 2015 da mais tradicional feira da construção civil da América Latina, a Feicon Batimat – Salão Internacional da Construção. Realizado entre os dias 10 e 14 de março, o evento superou as expectativas de seus organizadores e reafirmou a força do segmento, representado pelas mais de duas mil marcas nacionais e internacionais que expuseram destaques e novidades no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, em uma área de 85 mil m².


“Acreditamos que, em um cenário de crise política e econômica, o setor de construção civil deve se voltar para novas habitações, reformas e decoração para buscar o fôlego que talvez falte a outros setores da economia”, comenta Paulo Freitas, gerente de desenvolvimento de produtos, do Grupo Astra, que este ano focou sua participação na mostra em acessibilidade. “Notamos uma intensa procura por produtos modernos, de uso inteligente, de custo acessível e qualidade duradoura. A feira favorece o contato com novos clientes, que ainda não trabalham com nossos produtos. E este primeiro contato é extremamente rico, pois é uma oportunidade única de mostrar presencialmente todos nossos itens principais.”

 


Com foco particular na economia de água e energia e na industrialização do processo da construção civil, a edição de 2015 da Feicon apresentou aos 118 mil visitantes que circularam pelos corredores do Anhembi, ao longo dos cinco dias do evento, uma vasta gama de soluções para o setor construtivo. Participaram do salão mais de 25 países. “Ficamos muito satisfeitos com a edição deste ano. Além de soluções práticas e baratas para economizar água e energia, também foram lançadas novidades que farão a diferença para os profissionais do setor”, afirmou a diretora do evento, Liliane Bortoluci.


A 21ª edição do evento propiciou geração negócios em torno de R$ 600 milhões, segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco). “O diferencial do Salão está em trazer para o Anhembi profissionais interessados em fechar negócios”, diz Bortoluci. “Podemos dizer que grande parte dos visitantes vem à feira com o intuito de firmar parcerias e iniciar transações.”


Para o presidente da Anamaco, Claúdio Conz, o Salão é um grande estimulador de vendas. “Os negócios gerados equivalem a uma carteira de vendas de dois meses das indústrias. As empresas presentes realçaram que as revendas de material de construção já se valem desse espaço para introduzir novos produtos em seus estabelecimentos e buscar novos fornecedores. E isso é o que a feira mais proporcionou”, avaliou o executivo.

 

 

Destaques e novidades

Em menor número que no ano passado, a cadeia vidreira foi representada principalmente pelos segmentos de ferragens, acessórios e ferramentas. Entre os destaques estava a fabricante de fechaduras Soprano, que recebeu mais de 1,5 mil visitantes em seu estande de 120 m² durante os quatro dias de evento. O espaço da Soprano contou com um completo mix de produtos, que incluía fechaduras, ferragens, cadeados, acessórios para móveis, molas de piso e aéreas, materiais elétricos e utilidades domésticas.

 

Além disso, o estande comemorou os 60 anos de história da Soprano, reforçando a forte presença da empresa em todo o País. Também ganharam destaque os novos empreendimentos Galvânica e ETE (Estação de Tratamento de Efluentes) em construção no Rio Grande do Sul. Entre os lançamentos da Soprano na feira figuravam as fechaduras elétricas para vidro, com puxadores em inox polido, maçaneta e frente de alumínio, cilindro e bases de zamac. O modelo pode ser ativado por quatro tipos de acionadores: comum, por controle remoto, por interfone e por código de segurança. Os oito modelos de fechaduras dividem-se em mix para vidro; vidro e vidro/alvenaria, interna bola ou externa reta, no recorte Santa Marina e na Furação Blindex. Os modelos de acionadores são compatíveis com todos os mix de fechaduras elétricas da empresa.

 

 


Os representantes do segmento de ferragens para vidro incluíam ainda nomes como Metalúrgica WA, Gold News e Pado, que aproveitou a oportunidade para destacar sua linha Pado Glass, lançada no início do ano passado. “Trata-se de uma linha exclusivamente voltada para o segmento vidreiro, com alguns diferenciais específicos, como as caixas das máquinas confeccionadas em aço inox, material resistente à maresia e que não agride o meio ambiente”, comenta o diretor comercial da empresa, Selmo Rodrigues. “Nossa participação foi focada em expor marca e intensificar nosso relacionamento com o mercado. Ressaltamos ainda o início de novas parcerias, que certamente resultarão em negócios positivos em breve. É um evento muito importante para a Pado, sobretudo por conta do público qualificado que o frequenta, e esta foi certamente a melhor edição de que participamos”, ressalta o diretor.

 


Representando a base da indústria vidreira, a Cebrace mais uma vez enfocou sua participação na  linha Habitat, constituída por vidros de proteção solar especialmente voltados para aplicações residenciais. O estande da marca na 21ª Feicon Batimat foi projetado para interagir com o visitante, convidado a sentir na pele o conforto oferecido pelos vidros Habitat. O destaque deste ano foi uma cabine em 4D que transportava o visitante para o ambiente de uma casa com vidros comuns e, na sequência, com os vidros Habitat, que reduzem a entrada do calor. A experiência expunha o visitante a sensações térmicas diferentes, com o apoio de recursos visuais que recriam espaços residenciais envidraçados.  O estande também apresentou displays térmicos nos quais era possível sentir com as mãos quanto um vidro comum deixa passar calor, em comparação com o vidro Habitat.

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