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Resistência multiplicada

Vidros temperados combinam segurança, versatilidade e eficiência para mostrar que não é apenas o mercado que está aquecido

27/07/2016

Peças da Conlumi passando pela transformação em um forno de têmpera horizontal

A produção do vidro temperado ocorre pelo aquecimento controlado do material a cerca de 700°C, seguido de um rápido resfriamento, ainda a uma temperatura alta (próxima a 300°C) para testar qualidade e homogeneidade. O procedimento cria uma peça cinco vezes mais resistente à pressão e tensão. A capacidade de suportar variações térmicas, torções e impactos, combinada ao menor risco de acidentes graves em caso de fragmentação, caracteriza o vidro como de segurança.

 


Segmento crescente no Brasil, o vidro temperado é fabricado com o acabamento do vidro comum, predominando transparência, coloração e paralelismo nas faces. Aplicadas na indústria moveleira, automobilística e de energia solar, na construção e em eletrodomésticos, as peças são feitas em uma linha de produção com alto padrão tecnológico, composta por máquinas de corte automatizadas, mesas de marcação e furação, lapidadoras, lavadoras e fornos de têmpera.

 


“Podem ser produzidas peças de até 2500x4300mm, com espessuras de 4mm, 5mm, 6mm, 8mm, 10mm, 12mm, 15mm e 19mm. Quanto mais espesso, mais resistente”, explica o gerente comercial da PKO, Alexandre Toledo. “Em termos comparativos, a resistência do vidro monolítico comum pode ser tomada como 400 Kgf/cm². A tensão de compressão de um vidro temperado é tipicamente de 1000 Kgf/cm² (100 MPa), logo a resistência efetiva do vidro temperado será de 1400 Kgf/cm² (140 MPa).”

 

 


A instalação deve ser feita por um profi ssional qualifi cado, seguida de manutenção regular. “Vale efetuar limpezas periódicas para evitar manchas, bem como reapertos e trocas de componentes que apresentem desgastes naturais”, ressalta o coordenador de franquia da Blindex, Jairo Gonçalves Martins. “Os problemas mais comuns decorrem da utilização fora das normas, erro de projeto e vandalismo”, destaca o auditor de qualidade da Conlumi Vidros, Marcio Cozza.

 

 


Desafi os na aplicação, transporte e instalação são recorrentes em virtude do aumento das dimensões dos projetos arquitetônicos. De acordo com André Garcia, gerente comercial da Cristal Temper, as bordas são mais vulneráveis. “As quinas precisam ser protegidas, porém na maioria das instalações elas fi cam dentro dos alumínios ou protegidas pelas peças. Quando se trata de decoração, existe a opção de fabricar sem a quina do vidro.” Versatilidade, modernidade e menor necessidade de reposição são as vantagens. “O vidro temperado proporciona ao usuário a sensação de liberdade e segurança, de contato com o mundo externo protegido das intempéries do ambiente”, afi rma o gerente de projetos da Divinal Vidros, Leandro Gonçalves Pedroso.

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