Seção

Mercado

Pronta para entrar no jogo

Em fase de ajustes finais, Vivix marca para janeiro acendimento de seu forno industrial em Goiana

18/06/2016

Tradição do setor: dirigentes de empresas, entidades e imprensa especializada reunidos no interior do forno da Vivix

Mais nova fabricante de vidros planos a se estabelecer em solo nacional, a brasileiríssima Vivix marcou para janeiro o acendimento de seu forno industrial, localizado na cidade de Goiana, a poucos quilômetros de Recife. O anúncio foi feito durante um encontro que reuniu, na capital pernambucana, dirigentes de empresas, entidades e a imprensa especializada para que presenciassem um momento histórico: a última visita ao interior do forno da empresa, primeira fabricante de vidros 100% nacional, antes de seu acendimento. “Não poderíamos romper a tradição de registrar esse momento e de fazer essa foto que certamente servirá como amuleto para entrarmos com o pé direito no mercado nacional”, disse o presidente da empresa, Paulo Drummond, durante a visita. 

 

O forno está fase final de montagem e passando pelos últimos ajustes. Mas o presidente ressaltou que a planta está prontíssima para começar a operar. “Nosso objetivo ao reuni-los aqui foi, primeiramente, mostrar que nossa fábrica já está concluída. Do ponto de vista dos processos, 100% dos equipamentos já estão instalados para fabricação de float incolor e colorido”, afirmou Drummond, pouco antes de levar seus convidados para um passeio às instalações do forno. “Só falta serem instaladas as linhas de laminados e espelhos, que devem estar funcionando entre os meses de abril e maio”, acrescentou.

 

A calorosa recepção demonstrou mais uma vez o estilo de atuação que a empresa deverá imprimir como sua marca registrada e a forma como pretende se diferenciar no mercado. “A Vivix tem atuado de forma muito próxima de seus clientes e da cadeia vidreira, o que nos permite compreender dificuldades e oportunidades do setor”, diz Drummond. “Essa é a maneira como entendemos que devemos nos relacionar com o mercado. Focaremos também em contribuir para o desenvolvimento de toda a cadeia vidreira.” Em seu discurso de boas vindas, Drummond expôs aos presentes o motivo que o levou a prorrogar a data definitiva em que a empresa dará o pontapé inicial de sua produção. “Estaremos com tudo pronto já em dezembro, mas optamos por adiar um pouco, para que as pausas de fim de ano não representem um possível obstáculo nesse momento crucial. Por isso marcamos o acendimento do forno para o dia 6 de janeiro”, afirmou o presidente.
Com relação à localização da Vivix e suas possíveis limitações logísticas para distribuição em outros Estados, Drummond afastou a hipótese de que a Vivix vá atuar como uma fábrica regional. “No Norte e Nordeste teremos uma vantagem logística natural. Com relação às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, já contamos com um Centro de Distribuição localizado em São Paulo que nos permite distribuir os nossos produtos com facilidade, garantindo assim, a eficiência no abastecimento aos nossos clientes localizados nestas regiões.”

 

Capital nacional, expertise mundial

 

Os convidados foram recepcionados pela Vivix em um jantar de boas-vindas em Recife no dia 7 de novembro. No dia seguinte, todos foram levados à fábrica em Goiana, a cerca de 80 km da capital pernambucana.  Além de uma confraternização entre profissionais do vidro de diversas regiões do País, o evento foi uma oportunidade para apresentar os diferenciais da equipe que está engajada no projeto de ponta a ponta. Os convidados puderam conhecer tanto os responsáveis pela etapa de instalação da fábrica como os principais profissionais que farão parte do quadro da Vivix com o início da produção. “Sendo novos no segmento, é natural certa desconfiança por parte do mercado com relação à nossa capacidade técnica”, observou u Drummond. “Por isso fizemos questão de apresentar nossos profissionais e toda bagagem nacional e internacional que estão trazendo para a Vivix. Fomos buscar os melhores entre nossos competidores, a quem sem dúvida respeitamos muito.” 

 

Drummond enfatizou que a Vivix incorporou engenheiros, técnicos e supervisores vindos de fábricas experientes no mercado nacional, como Guardian e Cebrace. “Com relação à implantação, temos profissionais com grande experiência na implementação de fábricas de vidro plano, adquiridas em diversas partes do mundo”, disse Drummond. “Quanto à operação, fomos buscar no mercado pessoas com conhecimento técnico e operacional.” Treinamento no exterior também este figurou entre as estratégias da Vivix para qualificação de seus quadros. 

 

Nesse quesito, Drummond chamou atenção para as parcerias estratégicas que a Vivix estabeleceu com companhias vidreiras internacionais. “Cito, em especial, a americana Cardinal, empresa com cinco fábricas de vidro float nos Estados Unidos. Nós os escolhemos como parceiros, primeiramente, por serem um grupo independente, desvinculado dos grandes players mundiais. Além disso, sabemos que cada sociedade tem uma característica, e os americanos se diferenciam pela praticidade. Eles nos deram ampla e total liberdade de treinamento”, explicou Drummond. “Já treinamos cerca de 90 engenheiros e técnicos na Itália e nos Estados Unidos. Isso sem citar a experiência de nossos fornecedores de equipamentos, que contribuíram para agregar as melhores práticas de fabricação, além da própria Fives, nossa parceira tecnológica.”

 

Acendimento passo a passo

O processo de acendimento é uma etapa de extrema importância para a vida útil do forno de fusão de vidro. Uma vez aquecido, assim deve permanecer por toda a vida produtiva, que pode chegar a 18 anos. Considerado o “coração” da fábrica, o forno da Vivix é composto por cerca de 15 mil toneladas de material refratário e aço. “O acendimento do forno marcará o início da operação da nossa planta”, diz Drummond. “Após esta etapa, serão necessários 20 dias para o aquecimento do forno e início da produção. Isso significa que no final de janeiro, teremos os primeiros produtos fabricados pela Vivix. Iniciaremos produzindo o vidro incolor e, na sequência, vidros coloridos, espelhos, laminados e pintados.”

 

Para a construção da estrutura do forno, o diretor industrial da Vivix, Odir Pedrazzi, ressalta que a empresa contratou fornecedores com expertise para cada material ou peça utilizada. “Por isso, há fornecedores de diferentes origens. Em busca da excelência, fomos atrás das melhores opções de fornecimento”, diz Pedrazzi. Antes do aquecimento, a área interna do forno passará por rigorosas inspeções, em especial, nas juntas de dilatação. “É imprescindível verificar todos os pontos de controle e zonas de expansão após o término da montagem, pois após o aquecimento um forno aumenta de tamanho em até 200 milímetros em todo seu perímetro”, afirma diretor. 

 

Essa expansão é controlada e medida por técnicos que trabalham 24h ininterruptas até o final da operação. Do início ao fim, o processo de aquecimento até que o forno atinja a temperatura de produção dura em média 25 dias. A elevação gradual da temperatura é de 2o C por hora, até que o forno atinja 1200o C, quando é iniciado o enchimento com caco de vidro reciclado. Os vidros saídos dali terão de 2 a 15 mm de espessura e medida máxima de 3,8 x 7 m. 
A Vivix terá como principais clientes as indústrias da construção civil e moveleira. Com o início das operações, a empresa vai gerar cerca de 410 novos empregos diretos e mais de 1,5 mil empregos indiretos, favorecendo uma cadeia produtiva estimada em 250 mil pessoas, entre beneficiadores e vidraceiros.

Acompanhe, na próxima edição, uma radiografia da fábrica da Vivix, seus principais diferenciais e tecnologias inovadoras

Deixe seu comentário