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Owens Illinois é certificada no Programa Pegada de Carbono da ABNT

Para a Owens Illinois, o principal benefício desse projeto foi a oportunidade de identificar quais processos da fábrica emitem maior quantidade de carbono e se estão ocorrendo falhas

30/11/-0001

Maior produtora de vidro do mundo, a Owens Illinois (O-I) acaba de ser certificada no Programa Pegada de Carbono, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Pegada de carbono é a quantidade total de emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa (GEE) que são emitidos de maneira direta ou indireta por um determinado produto ao longo do seu ciclo de vida. 


O Sistema de Medição e Certificação da Pegada de Carbono de Produtos foi desenvolvido pela ABNT em parceria com a CarbonTrust, organização sem fins lucrativos, sediada em Londres (Reino Unido), que tem como missão promover a transição para uma economia sustentável e de baixo carbono. O projeto também conta com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC). A O-I aderiu ao programa em 2014.


Segundo Aline Borges dos Reis, analista de Meio Ambiente da O-I, a empresa optou por fazer a medição da pegada de carbono da tonelada de vasilhames de alimentos e bebidas, pois, dessa forma, seria possível avaliar o processo de produção de todos os produtos da fábrica. As medições foram feitas com base em dados de abril de 2014 a março de 2015. Após um ano de medições, a ABNT concedeu à Owens Illinois, em 2016, o Certificado de Conformidade da Pegada de Carbono de Produtos (Vasilhame de Vidro de Alimento e Bebida). 


Para a Owens Illinois, o principal benefício desse projeto foi a oportunidade de identificar quais processos da fábrica emitem maior quantidade de carbono e se estão ocorrendo falhas. “Quando observamos que há muito gasto de energia em um processo, podemos avaliar se isso é normal à atividade ou se está havendo desperdício devido a algum equipamento que necessita de manutenção, por exemplo”, explica Isabela MalpighiMaraucci, diretora de Saúde, Segurança e Meio Ambiente para a América Latina da O-I. 

 

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