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Papo Direto

Gestão renovada

Cláudio Luis Acedo

28/10/2016

 

 

De espírito empreendedor nato, Claudio Luis Acedo montou seu primeiro negócio com apenas 15 anos de idade. Alguns anos depois ingressou na Mansur Vidros, empresa de seu pai, amigo e fiel apoiador. Já tradicionalmente conhecida pela distribuição e instalação de vidros de obras ícones de São Paulo e hoje uma das mais antigas do setor,  a empresa iniciou seu auge em 2006 com um pioneirismo no desenvolvimento de envidraçamento de sacadas com mais segurança e realizando um trabalho de conscientização e esclarecimentos em condomínios. A Mansur Vidros,  então, deu um salto, saindo de 20 para 200 funcionários tornando-se referência no mercado e aumentando seu leque de fabricações de outros produtos que hoje compõem a empresa.

Em 2011 veio mais um grande passo com a construção de uma planta no Chile, dando início à internacionalização da companhia. Aos 38 anos e com cerca de 20 anos de experiência no setor vidreiro, Acedo marca sua trajetória e começa uma nova fase de sua carreira a frente da Associação das Vidraçarias Anavidro-SP e Nacional, trazendo uma nova proposta de interação entre todos os elos da cadeia e estreitando o relacionamento com o vidraceiro, com foco na qualificação profissional da classe em todo Brasil através de parcerias que buscam alavancar nosso mercado. Em conversa exclusiva com a revista Vidro Impresso, o novo presidente da Anavidro adianta seus planos para a associação.

 

Quais são suas propostas para fortalecer a cadeia do vidro e aumentar o nível dos profissionais e vidraçarias?

A Anavidro, em seus dez anos de existência, sempre foi a única ponte entre o vidraceiro e a cadeia produtiva e solidificou seu nome no mercado com o Prêmio Anavidro. A grande contribuição para o mercado é entender o quanto este prêmio ajuda no seu dia a dia, os participantes dedicam esforços para atender melhor o vidraceiro em todos os aspectos, durante o ano inteiro, esperando ter o reconhecimento em forma de voto e garantir a premiação máxima do evento. A metodologia até então foi acertada, mas agora é hora de dar um passo adiante.

Um de nossos objetivos é criar espaços para ouvir mais o vidraceiro, como fóruns de discussões presenciais, cuja interação é benéfica para ambas as partes, pois a indústria tem a oportunidade de entender as necessidades de seu cliente, que por sua vez vê seus anseios sendo ouvidos e desenvolvidos pelos fabricantes.  Planejamos aumentar o acesso a  cursos em todo o país, promover palestras, conferências e eventos com a finalidade de gerar mais interação do setor como um todo. As mudanças se estendem inclusive para o Prêmio Anavidro, as quais ainda estão em fase inicial de estruturação. Os associados terão vantagens diferenciadas e mais acessíveis a todo este pacote de benefícios.  

 

Como trazer os cursos para outros estados mais carentes de qualificação fora do eixo Rio-São Paulo?

Vamos intensificar as ações nas associações regionais e aumentar a atuação da Anavidro a partir do momento que estabelecermos um formato para ser replicado, além de firmar parcerias locais para viabilizar os cursos e eventos nessas regiões. O mercado é carente de qualificação e de eventos específicos. Este planejamento será ainda estruturado para ser colocado em prática a partir de 2017. Vamos trabalhar para que os cursos cheguem até os vidraceiros de outros estados.

 

 

Qual o porquê dessa aproximação com o consumidor final?

A melhor forma de educar o vidraceiro é conscientizando o consumidor final, conscientizar sobre a qualificação que ele deve buscar neste profissional. É através dele que o vidraceiro elevará seu nível de qualidade ao ser cobrado na hora da venda. Comunicar-se com este consumidor final e mostrar a importância de um profissional qualificado é um desafio que vamos superar através de  maior comunicação na mídia, principalmente as digitais. 

 

Qual é hoje a maior falha dos profissionais de vidraçarias a ser superada para elevar o nível do setor?

É comum quem está hoje à frente de uma vidraçaria não se preparar para administrar. O profissional brasileiro em geral se preocupa com a parte técnica e não tem a tradição de ser empreendedor. Este é um ponto importante, pois um ótimo profissional de instalação, se não souber gerenciar não terá lucro ou não o lucro esperado. Com uma administração correta terá lucro sem burlar as leis e procedimentos. Outro desafio, que parte desse domínio da gestão, é saber cobrar. Quanto mais conhecimento o vidraceiro tem, mais ele vende valor, e não preço. Por isso é importante também saber agregar valor ao serviço, muitas ações não demandam custos adicionais, já que um bom atendimento é questão de postura, que começa em pequenos detalhes, como a apresentação, uniformes e uso dos equipamentos adequados de segurança.

 

O que esperar da Anavidro e como começará a nova gestão?

A Anavidro vem para quebrar paradigmas, aproximar todos que lutam pelo setor sem qualquer distinção, e agora precisará do apoio do vidraceiro para que faça parte da associação, para que juntos possamos aumentar sua voz e atingir os anseios de um setor imenso. Nosso planejamento já começou e em breve muitas novidades agitarão o mercado. 

 

 

 

 

 

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