Seção

Arquitetura e Vidro

Espelhos da natureza

Casas de veraneio revestidas com vidros refletivos confundem-se com a paisagem das montanhas Dolomitas

29/08/1966

Bosques de macieiras, pastos verdíssimos, lagos tranquilos e ao fundo, recortando o horizonte, a beleza imponente dos Alpes Dolomíticos. Considerada uma das mais belas paisagens da Europa, a cadeia montanhosa que marca o Tirol do Sul, nos arredores da cidade de Bolzano, na Itália, foi o pano de fundo para o arquiteto Peter Pichler, do Peter Pichler Architecture, na concepção do projeto residencial “The Mirror Houses”, ou “Casas de Espelho”. O grande desafio, conta Pichler, foi dar conta de refletir a exuberância desse cenário mágico, traduzindo em linguagem arquitetônica toda a beleza de sua natureza intocada. 


Ambiente perfeito para o descanso e o lazer, as Dolomitas são as protagonistas neste par de casas de veraneio, resultado de uma arquitetura ousada e contemporânea, cujo propósito central é espelhar a paisagem. “A proposta central do projeto é oferecer a experiência das ‘férias perfeitas’. Uma oportunidade de relaxar e contemplar o que de mais exuberante a natureza pode oferecer, aliada a uma arquitetura de alto nível, em perfeita sintonia com seu entorno”, diz o arquiteto.


A tarefa de estabelecer essa “sintonia perfeita” encontrou nos vidros espelhados seu principal aliado. O material reveste o fechamento das casas de ponta a ponta, mesclando-se com a paisagem e, ao mesmo tempo, replicando seus principais elementos: céu, nuvens, florestas e montanhas. Os panos de vidro refletivo constituem, junto com as paredes pretas e os perfis de alumínio escurecido, o principal componente da fachada, marcada por um cuidadoso uso de recursos cromáticos. 


“O proprietário de uma fazenda me encomendou o projeto de duas unidades de alto padrão para locação”, conta Pichler. “A ideia foi criar dois pequenos apartamentos autônomos, com sala, cozinha, quarto, banheiro e acesso independente, que oferecesse aos hóspedes a experiência de viver no meio da natureza.” Um aspecto importante a levar em conta, diz o arquiteto, era a privacidade, tanto a do proprietário como a de seus hospedes. “Os vidros refletivos tornaram-se peças chave também neste quesito”, frisa o arquiteto. Nos quartos, grandes claraboias cumprem a função de garantir ambientes ventilados e com iluminação natural abundante.


Ambas as unidades flutuam sobre uma base acima do chão, conjugando leveza e ao mesmo tempo vistas da paisagem a partir de seus terraços suspensos. “A leste, os volumes se voltam para o cenário externo por meio dos amplos panos de vidro da fachada, dissolvendo-se em linhas curvilíneas na concha de alumínio preto que compõe a estrutura”, descreve o arquiteto. “Já na face oeste, os vidros espelhados recobrem toda a fachada que faz fronteira com o jardim do proprietário. Além de preservar a privacidade no interior das casas, esse efeito espelhado cumpre a função de dissolver a edificação na paisagem e, ainda, refletir todo o panorama ao redor.”


O conforto interno é reforçado pelas unidades insuladas triplas que compõem os fechamentos envidraçados. Os vidros são laminados com revestimento especial ultravioleta, capaz de prevenir contra a colisão de pássaros. Os vidros espelhados foram instalados em subestruturas de alumínio com perfis de corte térmico, para garantir máximo isolamento. “Ao invés de competir com a paisagem, o projeto mescla-se inteiramente a ela”, conclui o arquiteto.

 

Os panos de vidro constituem, junto com as paredes pretas e os perfis de alumínio escurecido, o principal componente da fachada, marcada por um cuidadoso uso de recursos cromáticos.

 

                                 
                                                    Grandes claraboias cumprem a função de garantir ambientes ventilados e com iluminação natural abundante.

 

                                 

A leste, os volumes se voltam para o cenário externo por meio das aberturas transparentes. Na face oeste, vidros espelhados recobrem a fachada que faz fronteira com o jardim da propriedade ao lado, preservando a privacidade no interior das casas.

 

“Ao invés de competir com a paisagem, o projeto mescla-se inteiramente a ela”

 

                                  

 

 

Bosques de macieiras, pastos verdíssimos, lagos tranquilos e ao fundo, recortando o horizonte, a beleza imponente dos Alpes Dolomíticos. Considerada uma das mais belas paisagens da Europa, a cadeia montanhosa que marca o Tirol do Sul, nos arredores da cidade de Bolzano, na Itália, foi o pano de fundo para o arquiteto Peter Pichler, do Peter Pichler Architecture, na concepção do projeto residencial “The Mirror Houses”, ou “Casas de Espelho”.

O grande desafio, conta Pichler, foi dar conta de refletir a exuberância desse cenário mágico, traduzindo em linguagem arquitetônica toda a beleza de sua natureza intocada. Ambiente perfeito para o descanso e o lazer, as Dolomitas são as protagonistas neste par de casas de veraneio, resultado de uma arquitetura ousada e contemporânea, cujo propósito central é espelhar a paisagem. “A proposta central do projeto é oferecer a experiência das ‘férias perfeitas’. Uma oportunidade de relaxar e contemplar o que de mais exuberante a natureza pode oferecer, aliada a uma arquitetura de alto nível, em perfeita sintonia com seu entorno”, diz o arquiteto.


A tarefa de estabelecer essa “sintonia perfeita” encontrou nos vidros espelhados seu principal aliado. O material reveste o fechamento das casas de ponta a ponta, mesclando-se com a paisagem e, ao mesmo tempo, replicando seus principais elementos: céu, nuvens, florestas e montanhas. Os panos de vidro refletivo constituem, junto com as paredes pretas e os perfis de alumínio escurecido, o principal componente da fachada, marcada por um cuidadoso uso de recursos cromáticos. 
“O proprietário de uma fazenda me encomendou o projeto de duas unidades de alto padrão para locação”, conta Pichler. “A ideia foi criar dois pequenos apartamentos autônomos, com sala, cozinha, quarto, banheiro e acesso independente, que oferecesse aos hóspedes a experiência de viver no meio da natureza.” Um aspecto importante a levar em conta, diz o arquiteto, era a privacidade, tanto a do proprietário como a de seus hospedes. “Os vidros refletivos tornaram-se peças chave também neste quesito”, frisa o arquiteto. Nos quartos, grandes claraboias cumprem a função de garantir ambientes ventilados e com iluminação natural abundante.


Ambas as unidades flutuam sobre uma base acima do chão, conjugando leveza e ao mesmo tempo vistas da paisagem a partir de seus terraços suspensos. “A leste, os volumes se voltam para o cenário externo por meio dos amplos panos de vidro da fachada, dissolvendo-se em linhas curvilíneas na concha de alumínio preto que compõe a estrutura”, descreve o arquiteto. “Já na face oeste, os vidros espelhados recobrem toda a fachada que faz fronteira com o jardim do proprietário. Além de preservar a privacidade no interior das casas, esse efeito espelhado cumpre a função de dissolver a edificação na paisagem e, ainda, refletir todo o panorama ao redor.”


O conforto interno é reforçado pelas unidades insuladas triplas que compõem os fechamentos envidraçados. Os vidros são laminados com revestimento especial ultravioleta, capaz de prevenir contra a colisão de pássaros. Os vidros espelhados foram instalados em subestruturas de alumínio com perfis de corte térmico, para garantir máximo isolamento. “Ao invés de competir com a paisagem, o projeto mescla-se inteiramente a ela”, conclui o arquiteto.

 

 

 

 

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