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Empresas e Negócios

Em sintonia com o mercado

Na esteira de um crescimento acima da média experimentado pela construção civil, a fabricante de perfis Alpex fatura R$ 195 milhões em 2010 e prevê para este ano produção de 11 mil toneladas de alumínio

01/11/2012

Ambiente decorado com produtos Alpex

A Abal (Associação Brasileira do Alumínio) projeta para 2011 um crescimento de 8,7% no consumo de alumínio. Se a previsão estiver correta, o setor deverá atingir a marca de 1,4 mil toneladas produzidas. Em fase de estruturação para os eventos esportivos de 2014 e 2016, o segmento da construção civil, que no ano passado ultrapassou o PIB em 11%, tem sido o principal impulsionador da indústria de alumínio no País.

 

Inserida nesse mercado superaquecido, a Alpex, empresa brasileira fornecedora de perfis extrudados de alumínio para a construção civil e decoração, vive um momento de forte expansão e excelentes perspectivas. Em 2010, registrou crescimento de 18% em seu faturamento e, no início de 2011, conquistou o certificado ISO 9001, o mais importante objetivo da empresa no ano anterior. “A Alpex tem por meta o crescimento de suas duas unidades de negócios, por isso foi em busca da certificação que lhe dará oportunidade de aumentar sua fatia no mercado”, afirma o gestor de qualidade Marcos André.

 


O executivo informa que, em paralelo à ISO 9001, a Alpex também é reconhecida pela UKAS, certificação inglesa que lhe propicia uma atuação mais participativa no mercado externo. “Internamente, a certificação padronizou uma série de processos e dá à companhia o respaldo do INMETRO”, ressalta.
Segundo o sócio-diretor da empresa Paulo Magalhães, a receita de R$ 165 milhões em 2009 saltou para R$ 195 milhões no ano passado. Para 2011, a expectativa é de uma expansão da ordem de 4%, em linha com a estimativa do governo para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), chegando aos R$ 204 milhões de faturamento.

 

Em 2010, a produção total de alumínio da companhia foi calculada em 10.400 toneladas e a previsão para 2011 chega a 11 mil. “Como estamos no limite da produção, decidimos investir R$ 4 milhões em novos equipamentos”, revela Magalhães. A injeção de capital se refletirá em 2012, quando a empresa estará operando com a capacidade de produção já expandida em cerca de 30%.

 

Para o executivo, a adaptação ao selo de qualidade ISO 9001 influiu no desempenho da empresa em 2010. “A princípio, os gastos com treinamento, controle de segurança e testes foram altos, mas em um segundo momento o selo atraiu mais pedidos”, informa o diretor. Do total da produção da Alpex, 40% se destinam para a indústria de móveis e construção civil e 20% para a decoração.
 

 

Diversificação

 

Fundada em 1992 e presente em todo o território nacional, a Alpex sempre teve seu negócio direcionado ao desenvolvimento de soluções em alumínio. Iniciou suas atividades fornecendo perfis para os mais variados segmentos do mercado, para todo o território nacional e alguns mercados internacionais. Atualmente as exportações representam 6% do faturamento da empresa, atendendo à demanda do Mercosul, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Costa Rica, México, Portugal e Espanha.

 

Os primeiros investimentos foram em uma prensa de extrusão e em todo o manuseio para operar o equipamento. Hoje, a empresa atua com seis prensas.
Em 1997, a Alpex fechou parceria para fornecimento das peças em alumínio dos relógios de rua da cidade de São Paulo. Sua estrutura, então, precisou ser ampliada: a empresa construiu uma serralheria e importou da Itália uma serra para cortar os tubos de alumínio que formariam os postes de sustentação dos relógios. “Na época, era a maior serra para alumínio do Brasil”, lembra Magalhães. Assinada pelo arquiteto Carlos Bratke, a concepção dos relógios de rua foi pioneira no “casamento” entre alumínio extrudado e alumínio fundido..

 

Atualmente, a área industrial da companhia ocupa 15 mil metros quadrados divididos em duas unidades: a Alpex Produtos Extrudados (APE), em São Paulo, e a Alpex Produtos Acabados (APA), em São Caetano do Sul.

 

Primeira unidade de negócios da empresa, a APE produz perfis de alumínio para diversos segmentos, oferecendo mais de 4 mil modelos diferentes. Já a APA foi criada em 1998, com o objetivo de agregar valor aos perfis de alumínio e entregar uma solução pronta ao cliente, “Passamos a fabricar produtos para a indústria moveleira, como portas de alumínio com vidro, madeira ou espelho, puxadores, cabideiros etc”, revela Helio Donizeti, gerente comercial da unidade. . 
Impulsionada pelo aumento da demanda do consumo doméstico, a Alpex decidiu investir em outros segmentos, como na indústria automobilística, de elevadores, eletroeletrônicos, de brinquedos e de mobiliário corporativo. Para a indústria de vidros temperados, a empresa fornece o Kit Box e o Kit Engenharia.

 

Magalhães considera a concorrência com os produtos importados a maior dificuldade a ser enfrentada nos próximos anos, “A desvalorização do dólar incentiva as importações. Com isso, poderemos ter uma quantidade imensa de produtos acabados entrando no País, prejudicando empresas que produzem no Brasil e utilizam perfis de alumínio”, avalia o diretor.

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