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Arquitetura e Vidro

Biblioteca dos oceanos

Um cubo de vidro que tem sua fachada preenchida com água do mar. Esse é o conceito do projeto desenvolvido pelo escritório holandês de arquitetura e design MVRDV, para exposição de arquitetura World Expo de 2012, que terá sede em Yeosu, na Coreia do

29/09/1949

“Entre quatro camadas de sanduíche de vidro circula a água do mar. Tanto do lado externo quanto internamente, os continentes estão claramente delineados.

Um cubo de vidro que tem sua fachada preenchida com água do mar. Esse é o conceito do projeto desenvolvido pelo escritório holandês de arquitetura e design MVRDV, para exposição de arquitetura World Expo de 2012, que terá sede em Yeosu, na Coreia do Sul. O projeto do pavilhão Water Cube teve seu desenho inspirado no tema proposto pela organização do evento para a edição de 2012: The Living Ocean and Coast”. “O tema pedia um reconhecimento e uma percepção mais ampla dos oceanos e recursos marinhos e de sua importância para a humanidade”, afirma Isabel Pagel, arquiteta do MVRDV.

 


“Desse modo, pensamos em um projeto que pudesse representar a extração de um bloco de oceano”, acrescenta. O projeto propõe um espaço central, o Hall of the Ocean (Salão dos Oceanos), cercado por bacias hidrográficas empilhadas em forma de cubos, cuja base estrutural é formada pelos pisos e fachadas de vidro. “Cada bacia hidrográfica apresenta um aspecto específico do oceano - o mar, as águas tropicais, os manguezais, recifes – transformando o cubo em um museu ou enciclopédia, a biblioteca dos oceanos”. 

 


Toda a estrutura de sustentação está localizada no interior das paredes do cubo, o que permite um espaço interno livre de colunas. “Os elementos estruturais são integrados às paredes, entre as bacias, na forma de um mapa-múndi”. Mares, continentes e costas podem ser facilmente identificados nas
fachadas, o que torna a exposição uma verdadeira celebração dos vastos oceanos. Os elementos estruturais de apoio estão posicionados nas partes sólidas dos continentes. “Vigas com uma profundidade de 5 m dão suporte à estrutura da cobertura”, acrescenta Isabel.

 


A fachada tem quatro camadas de vidro cheias de água bombeada do mar, com seu fluxo correndo pela estrutura. “As bacias hidrográficas são interligadas de modo a criar um ciclo contínuo de água, alimentado pelo bombeamento”, informa Isabel. Por ser feito todo em vidro, durante o dia a iluminação vem da luz natural. “Células de energia solar armazenam eletricidade para iluminar a estrutura durante a noite”. As paredes externas também são feitas com vários
reservatórios de água, para lembrar os diferentes oceanos da Terra. A fachada tem sensores para controlar a temperatura desses reservatórios.

 


Segundo a arquiteta, a pressão exercida pela água e pelo peso das bacias requer o uso de vidro duplo tanto nas fachadas internas como nas externas. As diferentes bacias hidrográficas são iluminadas de acordo com seus temas individuais. “Essa iluminação pode ser programada de forma a simular, nos mapas das fachadas, os ciclos diurno e noturno”, completa.

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