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Arte em Vidro

Arquitetura imaginária

Estúdio de design londrino cria minicidade de vidro para representar conceitos ligados à elegância e à delicadeza do material

14/11/2013

“O conceito que queremos representar por meio do vidro é o de ‘estruturas e veículos imaginários’”

Miniaturas de um shopping center, um aeroporto, um hotel, uma casa, e um posto de gasolina, tudo feito integralmente de vidro. A delicada arquitetura da cidade imaginária criada pelo escritório londrino El Ultimo Grito, (EUG Studio), “esculpida” em vidro soprado pelos designers espanhóis Rosario Hurtado e Roberto Feo, foi inspirada no conceito de metrópoles-modelo. “Criamos um protótipo do que seriam as nossas propostas tanto para elementos materiais como para aspectos sociais e espirituais das centros urbanos”, diz Hurtado.

 

 

Desenvolvida para uma exposição que levou o nome de “Escape into the upper air” (algo como “Liberte-se para ares mais elevados”), em cartaz em Londres durante os meses de setembro e outubro deste ano, a obra propõe reproduzir uma cidade modelo, onde cada peça de vidro representa um espaço urbano. “Nosso objetivo é trabalhar o design como ferramenta de questioamento, transformação, de novas propostas, e esta peça é um bom exemplo disso”, aponta o arquiteto.

 

 


Estrela principal do evento Spring Projects, realizado no início de outubro, também em Londres, a minicidade de vidro apoia-se em duas mesas polidas de fibra de vidro, que fazem o papel da fundação. Sobre uma das mesas, ergue-se a “casa”, formada por quatro peças de vidro oco de formato oval empilhadas umas sobre as outras. Dentro delas, lâminas de vidro reproduzem a divisão entre os andares. 

 


Ao lado, a “estação” e o “cinema”, representado por um triângulo preto em formato de megafone. Na outra mesa estão o aeroporto, com delicados tubos conectando
os terminais, e o “Love Hotel”, que parece estar imerso em luzes. As “construções” de vidro são interligadas por pontes, todas também de vidro, segundo os designers inspiradas por Veneza. “O conceito que queremos representar por meio do vidro é o de ‘estruturas e veículos imaginários’, suficientemente familiares para serem reconhecidos, mas ainda assim nos permitindo sondar, questionar e refletir sobre a relevância de cada espaço daqueles em nossas vidas”, contam os designers.

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